sábado, 1 de outubro de 2011


Calendário


Posted ImagePosted ImagePosted Image

Posted ImagePosted ImagePosted Image

Posted ImagePosted ImagePosted Image

Posted ImagePosted ImagePosted Image

Posted ImagePosted ImagePosted Image

A FUNDAÇÂO


Farmácia Franco
Farmácia Franco
Sabias que o Benfica nasceu nas traseiras de uma farmácia? Pois é verdade! Em 1904, há mais de cem anos, juntou-se um grupo de homens nas traseiras da farmácia Franco, em Belém, Lisboa, para fundar um clube chamado Sport Lisboa. Ficou também decidido que o clube, que apenas se dedicava ao futebol, ia equipar de vermelho e branco, por serem cores vivas, e teria como símbolo uma águia e a frase “Pluribus Unum”, que significa “De todos, um”.

Algum tempo depois, o Sport Lisboa juntou-se ao Grupo Sport Benfica, que se dedicava ao ciclismo. Foi assim que a roda de bicicleta foi incluída no símbolo e, em 1908, foi fundado o Sport Lisboa e Benfica. Até 1925 o Benfica salta de campo em campo, mas nesse ano compra uns terrenos nas Amoreiras e torna-se dono de um estádio com 15.000 lugares. Por esta altura, o clube já tinha hóquei em patins, hóquei em campo, basquetebol, andebol, râguebi, bilhar e voleibol, além do futebol e do ciclismo.

Símbolo Benfica
Símbolo Benfica
Dez anos mais tarde, em 1935, começam os campeonatos nacionais de futebol, que o Benfica conquistou por três vezes entre 1936 e 1939. No ano seguinte, consegue a 1ª Taça de Portugal da sua história e, em 1941, muda-se para um estádio no Campo Grande. Na década de 40, o Sport Lisboa e Benfica é campeão por três vezes e leva para casa quatro Taças de Portugal.
Em 1950 chega a hora de conquistarmos o nosso primeiro título internacional – a Taça Latina. Mas os anos 50 ficam especialmente marcados pela inauguração do antigo estádio da Luz em 1954, conseguido com o contributo de muitos benfiquistas. 1957 é outro ano importante na nossa história, já que corresponde à primeira participação na Taça dos Campeões Europeus.

Benfica dos anos 60
Benfica dos anos 60
Os anos 60 foram os da glória, começado com o aumento da capacidade do estádio da Luz para os 80.000 espectadores. Em dez anos, o nosso Glorioso conseguiu oito títulos de Campeão Nacional e várias Taças de Portugal.
Mas o mais fantástico de todos os feitos foi ter sido bi-campeão da Europa, conquistando a primeira Taça dos Campeões Europeus frente ao Barcelona em 1961 e a segunda logo no ano a seguir, numa final contra o Real Madrid em que Eusébio foi decisivo. São os anos de Eusébio, Costa Pereira, Germano, José Augusto, Águas ou Coluna, só para mencionar alguns que, além de terem sido responsáveis pelo melhor período futebolístico de sempre do nosso SLB, também foram decisivos para que Portugal tenha obtido a melhor classificação de sempre em competições internacionais, quando a selecção chegou ao terceiro lugar no campeonato do Mundo de 66, disputado em Inglaterra.
Porém, o Benfica não brilhava apenas no futebol. No atletismo, no badmington, no basquetebol, no ciclismo, no hóquei em patins e no voleibol feminino, o nosso clube dava cartas e conquistava títulos atrás de títulos. Nomes como António Faria, Rui Mingas ou Manuela Simões (atletismo), José Bento (badmington), Júlio Campos, Reis Pires, Armando Simões (basquetebol), Peixoto Alves, Armando Simões (ciclismo), Ramalhete, Casimiro, Livramento, Jorge Vicente (hóquei), Maria Madalena Canha e Maria Afonso Santos, entre outros, ficarão para sempre ligados a grandes resultados dos encarnados.

Benfica dos anos 70
Benfica dos anos 70
No início dos anos 70, o Mundo viveu uma crise grave, surgiram problemas financeiros e estes acabaram por afectar também o nosso clube, o que levou ao fim do ciclismo em 1978. Apesar disso, a pista sintética de atletismo foi inaugurada em 1974 e dá-se início à construção da Piscina e do Pavilhão Polivalente que viriam a ser inaugurados em 1982.
No futebol, o SLB juntou mais dois tricampeonatos e duas Taças de Portugal ao seu palmarés. Além disso, deu ao futebol nomes como Humberto Coelho, Toni, Néné, Vitor Martins, Vitor Batista, Artur, Jordão, Bento, Shéu, Bastos Lopes, Chalana, João Alves, José Luís, Pietra, Carlos Manuel, Diamantino, Veloso e Álvaro. Pela primeira vez, os sócios autorizam a contratação de jogadores estrangeiros.

1980 começa em grande com a conquista do Campeonato, da Taça de Portugal e da Supertaça Cândido de Oliveira. Em contrapartida, no ano seguinte não conseguimos qualquer título. Foi então que chegou ao Benfica um treinador brilhante que se chama Sven Gören Eriksson, que dá aos benfiquistas o Campeonato e a Taça de Portugal, além de levar a equipa à final da Taça UEFA, que infelizmente perdemos para o Anderlecht. Eriksson vai para o Roma e chegam momentos difíceis, pois ficamos dois anos sem ganhar o campeonato, apesar conseguirmos as duas Taças de Portugal e uma Supertaça. Por esta altura, o terceiro anel do antigo estádio da Luz foi terminado e a casa do Benfica podia agora receber 120.000 adeptos!
A época de 86/87 representa o regresso às “dobradinhas”. Em 87/88 é a vez de brilharmos de novo na Europa, na final de mais uma Taça dos Campeões Europeus, que nos fugiria nas grandes penalidades. Este feito é repetido em 89/90, com Eriksson novamente aos comandos da equipa. Desta feita, o Glorioso perde a final da Taça dos Campeões Europeus para o AC Milan por 1-0. Nas chamadas modalidades amadoras, há que dar destaque à equipa de basquetebol, que se tornaria imbatível até meio dos anos 90.

Apesar de terem começado com um campeonato fora-de-série, com 32 vitórias, cinco empates e uma única derrota, os anos 90 foram extremamente complicados para o nosso Glorioso. Depois de um ano sem vitórias, Eriksson deixa a equipa no final da época 91/92 e só voltaríamos a ser campeões dois anos depois. Seria o 30º campeonato da nossa história. Todavia, a partir desta época o Benfica entrou numa fase negra, não conseguindo chegar ao primeiro lugar durante os 11 anos seguintes. Em oposição aos maus resultados futebolísticos, as outras modalidades do clube estão em alta. O basquetebol brilha de 85 a 95, conseguindo 10 campeonatos em 11 possíveis. O hóquei conquista cinco campeonatos e uma Taça CERS.

O início de um novo milénio trouxe a esperança de mudança mas isso não aconteceu. Pelo contrário, a época futebolística de 2000/01 foi a pior de sempre da nossa história, uma vez que apenas chegámos ao 6º lugar. A seguinte também não corre muito melhor, pois apenas atingimos a 4ª posição. Só na época do centenário, a de 2003/2004, conseguimos voltar aos títulos, conquistando uma Taça de Portugal. Este ano é marcado pela inauguração do novo estádio da Luz, com capacidade para 65.000 espectadores e que seria o palco da final do maior evento de futebol que já aconteceu no nosso país, o EURO2004.
Infelizmente, este ano também ficará para a história como o ano em que o nosso jogador Miklós Fehér morre em pleno jogo contra o Guimarães, levando a uma onda de solidariedade não só de todos os benfiquistas como também de muitos adeptos de todas as restantes equipas portuguesas. Por fim, em 04/05, sob a orientação de Geovanni Trappattoni, conseguimos chegar ao 31.º Campeonato da nossa história. Porém, este resultado seria sol de pouca dura, já que nos anos seguintes apenas conquistaríamos uma Supertaça Cândido de Oliveira e uma Taça da Liga.
Nas outras modalidades, destacam-se pelos resultados positivos o hóquei em patins, o voleibol, o basquetebol e o andebol. Em 2001 surge é formada uma equipa de Futsal que tem vindo a somar vitórias desde então e que muito tem contribuçaído para a grandeza do nosso clube. Sabes que foram alguns dos jogadores desta equipa que fizeram o lançamento de As Aventuras do Gui, na MegaStore, em Dezembro de 2009? Pois é, além de excelentes jogadores, também são uma simpatia!
Benfica campeão
Benfica campeão

Na pré-época 2009/2010 chega ao clube Jorge Jesus, um treinador que revolucionaria a equipa, conseguindo pôr o talento individual de grandes jogadores como Di Maria, Saviola, David Luís, Cardozo, Luísão, entre outros, a funcionar como um todo, conduzindo-a assim a um ano de sonho, com um futebol bonito e empolgante e à conquista do campeonato.



























EU SOU O BENFICA

Se me conhecesses realmente
saberias que eu sou o Benfica
E digo-te do cimo
Da minha humildade
Que se quisesses
Acreditarias que sou o clube
Criado por homens sérios
Leais e de brava vontade

Sou o maravilhoso símbolo
Seguido por muitos milhões
De seres que me respeitam
E me amam com orgulho
Fascinando-me
P´la sensibilidade de quererem
Se entregarem à minha história
Repleta de bonitas vitórias
Conseguidas com dignidade
Honra, raça, e paixão
Na pura verdade desportiva

Se me conhecesses realmente
Saberia que o meu
E PLURIBUS UNUM
É ser verdadeiro, fiel
E estar de bem por um
E com todos

Se me conhecesses realmente
Saberias que este clube
É uma religião cujo seu Deus
É a mistica, e a arte de amar
Que foi criado por gente de valor
Com brio, dignidade e alegria
Bem no interior da sua sabedoria
Regada com lágrimas felizes
Nascidas da fonte do seu coração

Se me conhecesses realmente
Saberias que as camisolas
Vermelhas são um sagrado manto
E que a Águia imperial
Quando voa para lá das nuvens
E p´ra lá do teu coração
Apenas busca um sorriso no teu olhar
De aprovação e satisfação completa

Se me conhecesses realmente
Saberias que estou
Eternamente ao dispor
Dos homens de boa vontade
Com sinceridade,
E solidariedade
E que apenas peço a Deus
Que eternamente me sustente
Suavemente na palma de sua mão

Se me conhecesses realmente
Saberias que sou o clube do povo
Este povo que na minha história
sempre me amou,
E que faz de mim
Um dos maiores clubes do mundo
O BENFICA da chama imensa
Impregnada de amor

40 - de: Fernando Ramos




AMADO MANTO

Voa com o vento que sopra
Na terra, no céu e no mar
E na curva do palco
Da roda de sua vida
Encontra o ninho
P´ra suavemente se abrigar 

E nos contornos tatuados
De cada sorriso, de cada olhar
A ave encontra a felicidade
Na natureza do adepto
Que brilha e resplandece
Enquanto observa
A sua Águia garbosa

E no élan do seu universo
Não pára de procurar a glória,
No meio do ruído da multidão
Que a espera ao sol, ou à chuva
Ou na noite escura, ou de luar
Até que ela chegue a seu pouso
E bendito sustento
Que é seu sinal 
Pintado de alegria pelo vermelho
Que é a fonte que lhe mata a sede

Não é uma reflexão
Mas sim um espelho
Do Benfiquista que admira a Águia
Tanto como um poema
Em seu amado olhar
Espreitando a alma
Que também quer voar
Pró lugar onde lhe é tudo

Residindo lá a brisa
Que nos embriaga
No estádio de tanta emoção
E de tanta fraternidade
Que é o céu
Do vermelho e branco
Do amado manto
De milhões que p´ra amar o Benfica
Só uma vida não lhes chega

34 - Fernando Ramos